Não há lugar como a nossa casa.

Não há lugar como a nossa casa

Seja aonde for, lar é onde nos sentimos bem.

Desde que fui au pair em 2017, já estive nos EUA mais duas vezes e o engraçado é que senti o mesmo entusiasmo e emoção da primeira vez. Sei que nem todo mundo é assim, mas a maioria das au pairs, guarda memórias e lembranças que as levam de volta até onde tudo começou.

 

Ainda sinto a mesma empolgação toda vez que o avião está prestes a pousar em minha segunda casa. Observo pela janela, os prédios altos lá do centro. Vejo o Amway Center e percebo que pra variar, está chovendo na Flórida. Ao pisar em terra firme, sinto imediatamente o ar quente e úmido e começo a rir como louca. Se disser que deixo escapar apenas algumas lágrimas, estarei mentindo, porque choro como criança. Finalmente estou em casa! Os velhos hábitos afloram instantaneamente, pelo menos para mim. Óculos de sol e garrafinha de água voltam a ser meus companheiros inseparáveis e o som dos chinelos sobre o chão é uma linda melodia para meus ouvidos. Saber andar em outra cidade melhor do que na sua, é uma sensação no mínimo estranha. Conheço todos os caminhos alternativos, as saídas (tudo bem, talvez esteja exagerando um pouco), e sei que o fato de amanhecer chovendo, não significa que vai chover o dia todo. Acho estranho quando as pessoas associam a Flórida com palmeiras porque, diferente delas, só consigo pensar em pinheiros.

 

Bom, mas chega de falar em árvores e chinelos. É hora de contar sobre a emoção de rever sua família anfitriã, que faz tanta falta e certamente mudou bastante desde o término do seu programa. As crianças cresceram, provavelmente não sentem o mesmo que sentiam por você naquela época e talvez nem se lembrem do que costumavam fazer juntos, das músicas que cantavam no carro, das refeições preparadas com todo carinho e de todos os momentos especiais que viveram juntas. Mas isso não significa que esqueceram de você. Ao reencontrá-las, você poderá criar novas memórias e ver como cresceram. Já os pais anfitriões, estes sim, irão se lembrar de tudo que você fez por eles.

Não há lugar como a nossa casa.

 

Não é apenas sobre ouvir todo mundo falando inglês ou perguntando “how are you” o tempo todo. Cada detalhe faz parte desta experiência incrível, onde quer que você esteja. O caminho até a Cheesecake Factory, o cheiro do protetor solar e o costume de sair correndo para o Starbucks todas as manhãs. O mais gratificante sem dúvida, foi a pessoa que me tornei enquanto morei na Flórida. Amadureci, fiquei mais confiante, extrovertida, aberta e o mais importante, passei a ser uma pessoa da qual me orgulho. E como se tudo isso não bastasse, descobri habilidades que nunca imaginei que tivesse.

 

Aprendi a ser mais paciente e apesar do medo inerente à maioria que decide sair da zona de conforto, garanto que valeu a pena. Tenho orgulho de quem que me tornei e pode ter certeza, que todos que cruzarem meu caminho, saberão que morei nos Estados Unidos, que tenho uma família americana, que cresci mais do que a grande maioria e que tive uma oportunidade única na vida. Me sinto grata por amar e ser amada por pessoas que moram distante e que se tornaram parte da minha vida em apenas um ano!

Não há lugar como a nossa casa.

Por último, mas não menos importante, aproveite cada segundo como au pair, guarde com carinho cada momento e nunca, eu disse nunca, se esqueça de suas origens. Lembre-se que você teve o privilégio aprender o peso da palavra “goodbye” e a alegria da palavra “welcome back“.

Hi, I am Malene from Denmark. I was an au pair in Orlando, Florida from 2016-2017, where I had the time of my life. I have many memories from my au pair year that I will cherish for the rest of my life. Currently I am studying International Business Communication in Denmark.
A line drawing of a gumball machine

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